O ácido cáprico, também conhecido como ácido decanoico, é um ácido graxo saturado de cadeia média (TCM), da mesma família do ácido caprílico.
Ele está naturalmente presente em alimentos como o óleo de coco, óleo de palma, leite materno e alguns laticínios integrais.
No entanto, esse nutriente é bastante valorizado, por seus efeitos positivos no fornecimento de energia, e na função cognitiva e na saúde intestinal.
Por ter uma estrutura de 10 átomos de carbono, o ácido cáprico é rapidamente absorvido e convertido em energia no fígado, sem necessidade de bile ou enzimas complexas.
Por outro lado, isso o torna um recurso valioso, para pessoas com digestão sensível, ou em dietas com baixo teor de carboidratos.
Benefícios e aplicações do ácido cáprico
Fonte rápida de energia
O ácido cáprico é metabolizado de forma eficiente, sendo convertido em corpos cetônicos, uma fonte alternativa de energia, para o cérebro e músculos. Por isso, ele é comumente utilizado por:
- Pessoas em dietas cetogênicas ou low carb;
- Indivíduos com fadiga crônica ou baixo desempenho cognitivo;
- Atletas que buscam melhor desempenho e recuperação.
Apoio à saúde cerebral
Estudos sugerem que o ácido cáprico, pode ter efeitos neuroprotetores, sendo investigado como um coadjuvante, para doenças neurodegenerativas, como Alzheimer.
Seu potencial em promover a produção de corpos cetônicos beneficia:
- A memória e a clareza mental;
- A função cognitiva em idosos;
- A redução de inflamações cerebrais.
Ação antimicrobiana
Assim como o ácido caprílico, o cáprico também possui leve atividade contra fungos, bactérias e leveduras. Ele contribui para a manutenção da saúde intestinal e imunológica, ajudando no equilíbrio da microbiota.
Fontes naturais de ácido cáprico
Você encontra esse nutriente principalmente em:
- Óleo de coco (rica fonte de TCMs, incluindo ácido cáprico)
- Leite materno
- Leite de cabra
- Óleo de palma
- Manteiga e creme de leite
Também é possível consumi-lo, na forma de suplementos de TCM (Triglicerídeos de Cadeia Média), amplamente utilizados por praticantes de jejum intermitente, e em dietas com foco em performance.
Cuidados e considerações
Apesar de ser natural, o seu consumo em excesso, pode causar efeitos gastrointestinais leves, como náuseas ou diarreia, especialmente quando suplementado sem adaptação. A dica é:
- Começar com doses menores;
- Ingerir junto às refeições;
- Observar a resposta do organismo.
Em suma, ao manter esses cuidados, o seu consumo pode ser considerado mais seguro, para pessoas que buscam, uma melhor qualidade de vida.
Fontes:




