A erva conhecida como equinácea, é na verdade uma planta medicinal, amplamente utilizada em suplementos naturais e fitoterápicos, principalmente por seu potencial em fortalecer o sistema imunológico, e auxiliar na prevenção de infecções.
Pertencente ao gênero Echinacea, a erva é originária da América do Norte, onde povos indígenas já a utilizavam há séculos, como remédio natural para tratar feridas, infecções respiratórias e outros problemas de saúde.
Hoje, a equinácea é bastante popular em todo o mundo, principalmente em forma em chás, em cápsulas e extratos líquidos, sendo especialmente procurada, em períodos de maior risco de gripes e resfriados.
Origem e características da equinácea
A equinácea pertence à família Asteraceae, a mesma de plantas como girassol e margarida. Ela é facilmente reconhecida por suas flores em tons de roxo ou rosa, com um cone central alaranjado, que se assemelha a um ouriço, daí vem seu nome, inspirado na palavra grega echinos.
- Espécies mais utilizadas: Echinacea purpurea, Echinacea angustifolia e Echinacea pallida.
- Partes utilizadas: raiz, folhas e flores.
Essa planta ganhou notoriedade na fitoterapia moderna, por suas propriedades imunomoduladoras e anti-inflamatórias. Estudos indicam que seus compostos bioativos, como polissacarídeos, flavonoides e alcaloides, podem estimular as defesas naturais do organismo.
Benefícios para o sistema imunológico
O benefício mais conhecido da equinácea, é o apoio às defesas imunológicas. Seu uso tradicional e científico, sugere que a planta pode ajudar tanto na prevenção, quanto na redução da duração de infecções leves.
- O consumo regular em períodos de risco, como mudanças de estação, pode reduzir a chance de gripes e resfriados.
- Quando já se está doente, a equinácea pode diminuir a intensidade dos sintomas, como dor de garganta e congestão nasal.
Isso acontece porque seus compostos, parecem estimular a produção de glóbulos brancos, células essenciais no combate a agentes infecciosos. Além disso, a planta apresenta efeito antioxidante, o que contribui para a proteção celular contra radicais livres.
Ação anti-inflamatória e cicatrizante
Outro aspecto importante da equinácea, está em suas propriedades anti-inflamatórias e cicatrizantes. Povos indígenas americanos, utilizavam a planta aplicada diretamente sobre feridas, queimaduras ou picadas de insetos para acelerar a recuperação.
- Extratos de equinácea podem auxiliar no alívio de inflamações leves, como irritações na pele e dores de garganta.
- Seu uso em pomadas e cremes também pode favorecer a cicatrização, reduzindo desconfortos locais.
Embora hoje seja mais conhecida como aliada contra resfriados, esses usos tradicionais, ainda fazem parte de muitos tratamentos naturais e cosméticos.
Benefícios para saúde respiratória e bem-estar
A equinácea também é associada à melhoria da saúde respiratória. Por suas propriedades expectorantes leves, pode favorecer a limpeza das vias aéreas, ajudando em quadros de congestão.
Além disso, como atua no reforço do organismo, a planta contribui para o aumento da disposição física, e para uma recuperação mais rápida em casos de fadiga pós-doença. Por isso, muitos a utilizam como parte de um cuidado preventivo durante o inverno, ou em períodos de maior exposição a vírus e bactérias.
Consumo da equinácea e cuidados necessários
A equinácea é encontrada em diferentes formatos:
- Chás: preparados com as raízes ou flores secas.
- Cápsulas e comprimidos: práticos para suplementação padronizada.
- Extratos líquidos e tinturas: usados em gotas, conforme orientação profissional.
Apesar dos benefícios, alguns cuidados são importantes:
- O uso contínuo não é recomendado por longos períodos (geralmente mais de 8 semanas).
- Pessoas com doenças autoimunes, devem evitar a suplementação sem orientação médica.
- Possíveis efeitos colaterais incluem reações alérgicas leves ou desconforto gastrointestinal.
Em suma, a equinácea é uma das plantas mais estudadas, e utilizadas no campo da fitoterapia moderna. Seus benefícios mais reconhecidos estão relacionados ao fortalecimento do sistema imunológico, à redução dos sintomas de gripes e resfriados e às propriedades anti-inflamatórias.
Entretanto, é fundamental utilizar a erva de forma consciente, e preferencialmente com o acompanhamento de um profissional de saúde, garantindo segurança e aproveitamento máximo de seus efeitos.
Fontes:
National Libraly of Medicine, saomarcos.org e repositorio.ufba em pdf




