A espinheira-santa (Maytenus ilicifolia) é uma planta medicinal, tradicionalmente utilizada na fitoterapia brasileira, conhecida por suas propriedades benéficas para o sistema digestivo.
Originária da América do Sul, especialmente encontrada no Brasil, Paraguai e Argentina, ela tem sido valorizada há séculos pelos povos indígenas, e pela medicina popular como um recurso natural no tratamento de gastrite, úlceras e má digestão.
Hoje, a espinheira-santa é amplamente estudada e utilizada em chás, cápsulas e extratos, ganhando destaque entre aqueles que buscam alternativas naturais, para aliviar desconfortos estomacais.
Propriedades medicinais da espinheira-santa
A planta se destaca por conter compostos bioativos, o que justificam seus efeitos terapêuticos:
- Triterpenos e taninos: responsáveis pela ação cicatrizante e protetora da mucosa gástrica.
- Substâncias com efeito antiácido: ajudam a reduzir a acidez do estômago.
- Compostos antioxidantes: contribuem para combater radicais livres e reduzir inflamações.
Essas propriedades tornam a espinheira-santa, um recurso natural importante para a saúde gastrointestinal, e também para o equilíbrio do organismo como um todo.
Benefícios para o sistema digestivo
O uso mais conhecido da espinheira-santa, é no tratamento de distúrbios digestivos. Seu consumo regular, em forma de chá ou cápsulas, pode oferecer benefícios como:
- Alívio da gastrite: protegendo a mucosa estomacal contra a irritação causada pelo excesso de acidez.
- Auxílio no tratamento de úlceras: favorecendo a cicatrização e diminuindo o desconforto.
- Redução de azia e refluxo: equilibrando a produção de ácido no estômago.
- Apoio na digestão: estimulando a produção de muco gástrico, pois age melhorando o processamento dos alimentos.
Por esses efeitos, a espinheira-santa é considerada uma planta amiga do estômago, indicada tanto para prevenção, quanto para apoio em tratamentos complementares.
Ação anti-inflamatória e antioxidante
Além do efeito digestivo, a espinheira-santa apresenta propriedades anti-inflamatórias, que podem ajudar a reduzir processos inflamatórios internos. Seus compostos antioxidantes também contribuem para proteger as células, contra danos causados pelos radicais livres, favorecendo o bem-estar geral.
- Pode ajudar em casos de inflamações leves no trato gastrointestinal.
- Atua como suporte na saúde celular, prevenindo o envelhecimento precoce.
Esse conjunto de propriedades amplia a utilização da planta, indo além da saúde digestiva.
Como consumir a espinheira-santa
A planta pode ser encontrada em diferentes formatos:
- Chá: preparado com folhas secas, sendo a forma mais popular.
- Cápsulas: práticas e fáceis de incluir na rotina.
- Extratos líquidos: usados em gotas, geralmente com maior concentração dos princípios ativos.
A forma mais tradicional é o chá, feito com uma colher de sopa das folhas em 200 ml de água quente, deixado em infusão por cerca de 10 minutos.
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Cuidados e contraindicações
Apesar de natural, a espinheira-santa deve ser utilizada com cautela:
- Não é recomendada para gestantes e lactantes, pois pode interferir na produção de leite materno.
- O consumo excessivo pode causar efeitos adversos, como náusea ou queda da pressão arterial.
- Deve ser utilizada com orientação profissional, especialmente por pessoas com problemas de saúde crônicos ou que fazem uso de medicamentos contínuos.
O uso consciente garante segurança e aproveitamento máximo dos benefícios da planta.
Considerações finais
A espinheira-santa é uma planta medicinal com efeitos comprovados na saúde digestiva, sendo amplamente utilizada contra gastrite, úlceras e acidez estomacal.
Suas propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes complementam seus benefícios, tornando-a um recurso valioso da fitoterapia. No entanto, como todo tratamento natural, seu uso deve ser orientado por um profissional de saúde, para evitar riscos e garantir resultados eficazes.
Fontes:
resumos.sbpmed.org, cebrid em pdf e saude.df.gov em pdf




