A substância conhecida como fenilalanina, é um aminoácido essencial, ou seja, não é produzido pelo organismo, e precisa ser obtido por meio da alimentação.
Ela desempenha um papel fundamental na síntese de proteínas, e na produção de importantes substâncias químicas no corpo, como neurotransmissores.
No entanto, a fenilalanina está presente em diversos alimentos que são ricos em proteínas, incluindo carnes, ovos, leite, queijos, leguminosas e oleaginosas. Sua presença é indispensável para o funcionamento saudável do sistema nervoso, do humor e até mesmo para a regulação do apetite.
Ou seja, por ser tão relevante em processos vitais, esse aminoácido vem sendo estudado não apenas pela nutrição, mas também por áreas como neurologia e psiquiatria.
Tipos de fenilalanina
A fenilalanina existe em três formas diferentes:
- L-fenilalanina: é a forma natural encontrada nos alimentos, e utilizada pelo organismo para formar proteínas e produzir neurotransmissores.
- D-fenilalanina: forma sintética usada em alguns estudos e aplicações terapêuticas, especialmente no controle da dor.
- DL-fenilalanina: uma combinação das duas formas acima, explorada em suplementos por seus potenciais efeitos sobre dor e humor.
Cada tipo possui características próprias, mas a forma mais importante para a nutrição humana é a L-fenilalanina.
Para que serve a fenilalanina?
A fenilalanina exerce diferentes funções essenciais no organismo:
- Produção de neurotransmissores: é precursora da tirosina, que por sua vez dá origem à dopamina, norepinefrina e epinefrina, neurotransmissores relacionados ao humor, energia e resposta ao estresse.
- Saúde mental: pode auxiliar no equilíbrio do humor, e na redução de sintomas depressivos leves, embora o uso suplementar deva ser avaliado individualmente.
- Controle da dor: a D-fenilalanina vem sendo estudada como potencial moduladora de substâncias ligadas à percepção da dor.
- Síntese de proteínas: contribui para a formação de tecidos, enzimas e hormônios, fundamentais para o crescimento e reparo celular.
Essas funções tornam a fenilalanina essencial, para manter a vitalidade do organismo e o bem-estar geral.
Fontes alimentares desse aminoácido essencial
A fenilalanina está presente em uma ampla variedade de alimentos ricos em proteínas, como:
- Carnes magras (frango, peixe, carne bovina).
- Ovos e laticínios (leite, iogurte, queijos).
- Leguminosas (feijão, lentilha, grão-de-bico).
- Oleaginosas (amêndoas, nozes, castanhas).
- Sementes (gergelim, abóbora, chia).
Uma dieta equilibrada geralmente é suficiente, para garantir a ingestão adequada desse aminoácido.
Deficiência e excesso da substância
- Deficiência: é rara, mas pode comprometer a produção de neurotransmissores e afetar a saúde mental e física. Pode ocorrer em dietas extremamente restritivas em proteínas.
- Excesso: níveis muito elevados podem ser prejudiciais, especialmente em pessoas com fenilcetonúria (PKU), uma condição genética rara que impede o metabolismo adequado da fenilalanina, levando ao acúmulo tóxico dessa substância no organismo.
Por isso, em casos de PKU, a dieta deve ser rigorosamente controlada, evitando alimentos ricos nesse aminoácido.
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Suplementação de fenilalanina
A suplementação de fenilalanina pode ser considerada em contextos específicos, como para apoio ao humor ou controle da dor.
No entanto, deve sempre ser acompanhada por um profissional de saúde, já que seu uso inadequado pode trazer riscos, especialmente para pessoas predispostas a alterações metabólicas.
Conclusão
A substância é um aminoácido essencial para o organismo, com papel central na síntese de proteínas e neurotransmissores. Seu consumo adequado por meio da alimentação, é indispensável para a manutenção da saúde mental, do equilíbrio do humor, da produção de energia e da vitalidade geral.
Embora seja encontrada facilmente em alimentos proteicos, a atenção especial deve ser dada a pessoas com condições metabólicas específicas, como a fenilcetonúria. Assim, o equilíbrio e a orientação profissional são fundamentais, para garantir todos os benefícios que a fenilalanina pode oferecer.
Fontes:
sciencedirect, med.estrategia e bvsms.saude.gov em pdf




