O glicogênio é a principal forma de armazenamento de glicose no organismo, presente sobretudo no fígado e nos músculos. Ele fornece energia rápida em momentos de jejum ou esforço físico intenso, garantindo o equilíbrio da glicemia e o desempenho muscular.
No entanto, a sua síntese ocorre após a ingestão de carboidratos, enquanto sua degradação é ativada por hormônios como adrenalina e glucagon.
O que é essencial para o metabolismo energético, o glicogênio atua como um “banco de energia” do corpo, sendo fundamental para atletas, praticantes de exercícios e para o bom funcionamento do sistema nervoso e muscular.
Glicogênio a reserva energética do corpo
O glicogênio é um polissacarídeo de estrutura altamente ramificada, formado por cadeias de glicose ligadas por ligações glicosídicas α(1→4) e α(1→6). Ele atua como a principal forma de armazenamento de glicose nos animais e seres humanos, desempenhando um papel fundamental na manutenção da homeostase energética.
Ou seja, quimicamente o glicogênio, é semelhante ao amido das plantas, mas apresenta maior densidade de ramificações, o que permite liberação rápida de glicose, quando o organismo necessita de energia imediata.
Onde é encontrado e como funciona?
Os principais depósitos de glicogênio, estão localizados no fígado e nos músculos esqueléticos. No fígado, o glicogênio tem função reguladora da glicemia, é degradado em glicose e liberado na corrente sanguínea, quando os níveis de açúcar caem, especialmente entre as refeições ou durante o jejum.

Já nos músculos essa substância, é utilizado localmente como fonte de energia para a contração muscular, principalmente durante exercícios intensos ou prolongados.
Por outro lado, essa dupla função torna o glicogênio essencial, tanto para o metabolismo basal quanto para o desempenho físico. A regulação de sua síntese e degradação envolve hormônios como insulina, glucagon e adrenalina, que ajustam o metabolismo conforme o estado energético do corpo.
Síntese e degradação
O processo de glicogênese é responsável pela síntese de glicogênio a partir da glicose, sendo ativado em situações de abundância energética, como após uma refeição rica em carboidratos.
Como resultado, a enzima glicogênio sintase adiciona unidades de glicose à cadeia existente, enquanto a enzima ramificadora cria os pontos de ramificação, que conferem ao glicogênio sua estrutura característica.
A glicogenólise, por outro lado, é a via de degradação do glicogênio. Ela ocorre em resposta à demanda energética, liberando glicose-1-fosfato que é convertida em glicose-6-fosfato, podendo seguir para a glicólise (nos músculos) ou ser convertida em glicose livre (no fígado), para manter os níveis sanguíneos adequados.
Importância metabólica
Essa substância é um dos pilares da regulação energética do corpo. Ele atua como um “banco de energia” que garante suprimento constante de glicose para o cérebro, músculos e outros tecidos.
Em períodos de esforço físico, o esgotamento das reservas de glicogênio, está diretamente ligado à fadiga e à queda de desempenho, o que torna o controle desse composto fundamental, para atletas e praticantes de atividades físicas.
Além disso, o metabolismo do glicogênio tem relevância clínica. Doenças genéticas conhecidas como glicogenoses afetam enzimas envolvidas em sua síntese ou degradação, levando ao acúmulo anormal de glicogênio nos tecidos, o que compromete funções hepáticas e musculares.
Fontes e estratégias nutricionais
A reposição das reservas de glicogênio, depende da ingestão adequada de carboidratos complexos, como cereais integrais, frutas e leguminosas. Após exercícios intensos, o consumo de alimentos ricos em glicose e frutose, associado à presença de proteínas, acelera a ressíntese do glicogênio muscular.
Essa estratégia é amplamente utilizada em nutrição esportiva, para otimizar a recuperação e preparar o organismo para novos esforços.
Síntese conceitual
O glicogênio representa o elo entre a ingestão de nutrientes e o desempenho fisiológico. Ele funciona como um reservatório dinâmico de energia, essencial para o equilíbrio metabólico, para o funcionamento do sistema nervoso e para o suporte à atividade muscular.
Compreender seu papel é entender o mecanismo, que permite ao corpo responder com eficiência às variações de demanda energética, um verdadeiro sistema de “armazenamento inteligente” da natureza.
Fontes:
numeb.furg, sciencedirect e docs.bvsalud em pdf




