A luteína é um carotenoide natural pertencente à classe das xantofilas, pigmentos amarelos encontrados em frutas, vegetais e algas.
Por outro lado, no corpo humano, é conhecida principalmente por seu papel essencial na saúde ocular, atuando como um poderoso antioxidante, que protege os tecidos da retina, contra os danos causados pela luz azul e pelo estresse oxidativo.
Além disso, a luteína contribui para a saúde da pele, do cérebro e do sistema cardiovascular, consolidando-se como um dos principais nutrientes bioativos, e na prevenção do envelhecimento celular.
Composição e propriedades bioquímicas da luteína
A luteína é uma molécula lipossolúvel, com estrutura semelhante à da zeaxantina, outro carotenoide presente na retina.
Sua principal função biológica, é neutralizar os radicais livres e absorver o excesso de luz azul, evitando o dano oxidativo às células sensíveis da mácula lútea, região responsável pela visão central e detalhada.
No entanto, por não ser sintetizada pelo corpo humano, a luteína deve ser obtida, por meio da alimentação ou de suplementos específicos.
Ou seja, ela é absorvida junto às gorduras alimentares, e transportada no sangue por lipoproteínas, acumulando-se nos olhos, pele e cérebro.
Funções e benefícios da luteína
A luteína é um dos antioxidantes mais importantes na fisiologia humana, com benefícios amplos e bem documentados:
- Protege a visão e a mácula ocular, filtra a luz azul e reduz o risco de degeneração macular relacionada à idade (DMRI).
- Previne a catarata, ao impedir a oxidação das proteínas do cristalino.
- Favorece a função cognitiva e a memória, estudos mostram que níveis elevados de luteína, estão associados a melhor desempenho cerebral, especialmente em idosos.
- Contribui para a saúde cardiovascular, reduz o estresse oxidativo das lipoproteínas, e ajuda a controlar o colesterol LDL.
- Melhora a elasticidade e o brilho da pele, ao proteger contra a radiação ultravioleta e os radicais livres.
- Reforça a defesa imunológica, atuando sinergicamente com outras vitaminas antioxidantes (C, E e A).
Esses efeitos combinados fazem da luteína, um nutriente essencial para o envelhecimento saudável, protegendo os tecidos mais sensíveis do corpo.
Fontes alimentares de luteína
A luteína é amplamente encontrada, em vegetais de cor verde-escura e frutas amarelo-alaranjadas.
As principais fontes incluem:
- Espinafre, couve e brócolis,
- Salsa, rúcula e alface romana,
- Milho e gema de ovo,
- Abóbora, mamão e manga,
- Pimentão amarelo e laranja,
- Abacate e kiwi.
A biodisponibilidade da luteína, aumenta quando consumida com gorduras saudáveis, como azeite de oliva ou oleaginosas, devido à sua natureza lipossolúvel.
Usos terapêuticos e clínicos
A luteína é amplamente estudada e recomendada, em diversas abordagens nutricionais e médicas:
- Prevenção da degeneração macular e da catarata, suplementação regular reduz significativamente, o risco e retarda a progressão da doença.
- Suporte cognitivo e neuroproteção, contribui para a preservação da memória, e da velocidade de processamento mental.
- Dermoproteção antioxidante, protege a pele contra o fotoenvelhecimento, e auxilia na manutenção da hidratação.
- Saúde cardiovascular, reduz marcadores inflamatórios e melhora a função endotelial.
- Nutrição esportiva e antifadiga, diminui o estresse oxidativo pós-exercício e preserva o desempenho físico.
As doses terapêuticas mais comuns variam entre 6 a 20 mg por dia, geralmente associadas à zeaxantina e vitamina E para maior sinergia antioxidante.
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Segurança e considerações
A luteína é segura e bem tolerada, mesmo em suplementações prolongadas. Não há relatos significativos de efeitos adversos, embora o consumo excessivo possa causar leve pigmentação amarelada da pele (carotenodermia), sem riscos à saúde.
A absorção é potencializada quando administrada com gorduras saudáveis e antioxidantes complementares.
Conclusão
A luteína é um dos mais potentes antioxidantes naturais, essencial para a proteção dos olhos, da pele e do sistema nervoso.
Sua ação filtrante da luz azul e neutralizadora de radicais livres, contribui diretamente para a longevidade ocular e cerebral, além de sustentar a vitalidade da pele e a saúde cardiovascular.
Por unir ciência e nutrição funcional, a luteína é considerada um nutracêutico fundamental, para o envelhecimento saudável e protetor.
Fontes:
BASF, DSM-Firmenich e SciELO Brasil em pdf




