O óleo essencial de jambu é um extrato concentrado, obtido através da destilação das folhas, flores e caules da Acmella oleracea, uma planta herbácea, popularmente conhecida como “jambu” ou “agrião-do-pará”, nativa da região amazônica.
No entanto, este óleo se destaca pelo seu princípio ativo único: a espilantol, uma molécula responsável por efeitos analgésicos, anti-inflamatórios e pela sensação característica de formigamento e leve anestesia, quando aplicado topicamente.
Tradicionalmente utilizado na medicina cabocla e em rituais indígenas, o óleo de jambu ganhou destaque na aromaterapia, e na dermocosmética moderna por seu potencial para alívio de dores musculares, estímulo circulatório e até como componente em fórmulas antienvelhecimento.
Origem e Extração do óleo essencial de jambu
O jambu é uma planta rasteira amplamente cultivada na Amazônia, onde é consumida in natura em pratos típicos (como o tacacá), devido à sua peculiaridade de causar uma leve “adormecimento” na boca.
Ou seja, esse óleo essencial é extraído principalmente por arraste a vapor, método que preserva compostos voláteis sensíveis ao calor, como terpenos e alcaloides. Além da espilantol, o óleo contém flavonoides e taninos que potencializam suas ações terapêuticas.
Vale destacar que a qualidade do óleo varia conforme:
- A época da colheita (plantas colhidas no período chuvoso, tendem a ter maior concentração de ativos);
- As partes da planta utilizadas (as flores possuem maior teor de espilantol);
- O processo de destilação (controle de temperatura e pressão).
Principais Benefícios e Aplicações Terapêuticas
Um dos usos mais reconhecidos do óleo essencial de jambu, é no alívio de dores musculares e articulares.
Sua ação analgésica e anti-inflamatória, ocorre devido à capacidade da espilantol em bloquear temporariamente, os receptores de dor (como os canais de sódio neuronais), making-o eficaz para massagear áreas afetadas por contraturas, artrites ou lombalgias.
No entanto, estudos preliminares sugerem que seu efeito, é comparável ao de alguns analgésicos tópicos convencionais, porém com menor risco de efeitos colaterais.
Outra aplicação promissora, é na saúde bucal e estímulo circulatório. Quando diluído em enxaguantes bucais, o óleo ajuda a aliviar dores de dente e inflamações gengivais.
Já no couro cabeludo, massagens com óleo de jambu diluído, são usadas para estimular a microcirculação, fortalecendo folículos capilares e reduzindo a queda de cabelo, associada a má nutrição dos fios.
– Auxilia no tratamento de herpes labial e aftas (ação antiviral e cicatrizante);
– Potencializa fórmulas cosméticas para reduzir rugas (estímulo à produção de colágeno);
– Alivia sintomas de fadiga mental quando inalado em difusores aromáticos.
Como Usar o Óleo de Jambu com Segurança?
Por ser altamente concentrado, o óleo essencial de jambu, nunca deve ser aplicado puro sobre a pele. Recomenda-se diluí-lo em óleos carreadores (como coco, jojoba ou amêndoas) em proporções que variam de 2% a 5% (cerca de 2 a 5 gotas por colher de sopa de óleo base).
Para dores localizadas, massagear suavemente a área 2 vezes ao dia até a melhora dos sintomas.
Como resultado, na aromaterapia, adicione 3-5 gotas em difusores ultrassônicos para promover relaxamento. Em casos de inflamações bucais, diluir 1 gota em um copo de água morna, e fazer bochechos por 30 segundos (evitando ingestão).
Grávidas, crianças e pessoas com pele sensível, devem realizar teste de alergia antes do uso e, preferencialmente, buscar orientação profissional.
Cuidados e Contraindicações
Apesar de natural, o óleo de jambu pode causar reações adversas, se utilizado incorretamente. Excesso na concentração pode levar a irritações cutâneas, vermelhidão ou sensação de queimação. Sua ingestão oral não é recomendada sem supervisão médica, pois há riscos de toxicidade hepática em doses elevadas.
Todavia, pacientes com problemas cardíacos, pressão arterial descontrolada, ou alergias a plantas da família Asteraceae (como camomila ou margaridas) devem evitar o uso. Adquira sempre produtos de fornecedores idôneos, com registro na Anvisa e certificação de pureza.
Fontes:
cultivandosaber, alice.cnptia.embrapa em pdf e resumos.sbpmed.org




