A Camellia sinensis é uma planta milenar, nativa do sudeste asiático, amplamente conhecida por ser a base de todos os chás tradicionais, como o chá-verde, chá-preto, chá-branco e chá-oolong.
No entanto, o seu nome pode soar técnico, mas trata-se simplesmente da espécie responsável, por algumas das bebidas mais consumidas e estudadas do mundo. O que diferencia cada tipo de chá derivado dela, é o processo de colheita e oxidação das folhas, que resulta em variações de sabor, aroma e composição química.
Como ela é bastante rica em antioxidantes, polifenóis, cafeína e aminoácidos, a Camellia sinensis tem sido associada a uma ampla gama de benefícios para a saúde, desde a melhora da concentração até a prevenção de doenças crônicas.
Propriedades nutricionais da camellia sinensis
A Camellia sinensis é uma verdadeira fonte de compostos bioativos. Seus principais componentes incluem catequinas (como a epigalocatequina galato, conhecida como EGCG), flavonoides, cafeína, teanina, além de minerais como magnésio, potássio e manganês.
Essas substâncias atuam de forma sinérgica, promovendo efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios, que ajudam a proteger as células do corpo, contra os danos causados pelos radicais livres.
Entre os destaques da planta estão:
- Catequinas: poderosos antioxidantes que auxiliam na prevenção do envelhecimento precoce, e fortalecem o sistema imunológico.
- Teanina: aminoácido que contribui para o relaxamento e o foco mental, reduzindo os efeitos estimulantes da cafeína.
- Cafeína natural: promove mais energia e disposição, sem causar os picos e quedas de energia, comuns em bebidas energéticas industrializadas.
Benefícios para o corpo e mente
O consumo regular de infusões feitas com a Camellia sinensis, traz diversos benefícios. Graças à sua alta concentração de compostos fenólicos, a planta ajuda a melhorar a circulação sanguínea, regular o metabolismo e estimular a queima de gordura corporal.
Além disso, estudos indicam que suas propriedades antioxidantes, contribuem para a proteção do coração e a redução do colesterol ruim (LDL).
No aspecto mental, a combinação equilibrada entre cafeína e teanina, proporciona um efeito singular: aumento da atenção e clareza mental, sem o nervosismo comumente associado a estimulantes. Esse equilíbrio faz do chá-verde, por exemplo, uma opção ideal para quem busca energia com tranquilidade.
Camellia sinensis e a saúde metabólica
A planta tem ganhado destaque em pesquisas, voltadas à saúde metabólica e ao controle do peso. As catequinas, especialmente a EGCG, estimulam a termogênese, processo em que o corpo aumenta a queima calórica.
Isso explica por que o chá-verde e o chá-oolong, são tão populares em dietas para emagrecimento saudável.
Além do mais, o consumo regular pode auxiliar na regulação dos níveis de glicose, beneficiando pessoas com resistência à insulina ou propensas ao diabetes tipo 2. É importante destacar que os efeitos são mais expressivos, quando o chá é associado a uma alimentação equilibrada, e à prática regular de atividade física.
Uso, preparo e cuidados
Para aproveitar ao máximo as propriedades da Camellia sinensis, recomenda-se o consumo de duas a três xícaras diárias, preferencialmente sem açúcar. O preparo ideal deve respeitar a temperatura da água, entre 70 °C e 85 °C — para evitar a degradação dos compostos bioativos.
Ou seja, apesar de seus inúmeros benefícios, é preciso cautela. O excesso pode causar insônia, taquicardia ou irritação gástrica devido à cafeína. Gestantes, lactantes e pessoas sensíveis a estimulantes, devem consultar um profissional de saúde antes de fazer uso regular.
Em suma, a Camellia sinensis é muito mais do que a planta que dá origem ao chá-verde, ela é uma fonte natural de energia, equilíbrio e bem-estar.
Com seus compostos antioxidantes e propriedades multifuncionais, atua como aliada na saúde cardiovascular, cerebral e metabólica, além de oferecer uma experiência sensorial e cultural rica.
Consumida com moderação e de forma consciente, essa planta mostra como a natureza, pode ser uma das maiores fontes de vitalidade que temos à disposição.
Fontes:
revista.fmc, scielo e mastereditora em pdf




