Os fitoterápicos são medicamentos ou suplementos, desenvolvidos a partir de extratos de plantas medicinais, utilizados para prevenção e tratamento de diversas condições de saúde.
Diferente dos chás e infusões caseiras, os fitoterápicos passam por processos de padronização e controle de qualidade, o que garante doses específicas e maior segurança em seu uso.
Essa prática milenar de utilizar plantas como recurso terapêutico, ganhou respaldo científico ao longo dos anos, sendo hoje reconhecida oficialmente em diversas áreas da saúde.
Os fitoterápicos unem a tradição popular ao conhecimento moderno, tornando-se aliados importantes para quem busca alternativas naturais, e eficazes no cuidado com o corpo e a mente.
Origem e evolução dos fitoterápicos
A utilização de plantas para fins medicinais, remonta às civilizações antigas, como os egípcios, chineses e indígenas de diversas regiões do mundo. Esses povos identificavam nas plantas propriedades capazes de aliviar sintomas, fortalecer o organismo e até prevenir doenças.
Com o avanço da ciência, muitas dessas práticas passaram a ser estudadas de forma mais aprofundada. Assim, substâncias bioativas presentes nas plantas, foram isoladas e catalogadas, dando origem a medicamentos fitoterápicos padronizados.
No Brasil, por exemplo, o uso de fitoterápicos é regulamentado pela Anvisa, o que garante qualidade, segurança e eficácia em produtos disponíveis em farmácias e consultórios de saúde natural.
Para que servem os fitoterápicos?
Os fitoterápicos podem atuar em diversas áreas da saúde, oferecendo benefícios tanto preventivos quanto terapêuticos. Entre os usos mais comuns estão:
- Melhora da digestão: plantas como espinheira-santa auxiliam no tratamento de gastrite e azia.
- Redução da ansiedade e estresse: a valeriana e a passiflora são conhecidas por seus efeitos calmantes.
- Fortalecimento do sistema imunológico: a equinácea, por exemplo, é amplamente utilizada para prevenir gripes e resfriados.
- Auxílio no controle da pressão arterial e colesterol: o alho e a alcachofra são plantas com propriedades cardiovasculares importantes.
- Alívio de dores leves e inflamações: a cúrcuma e a arnica se destacam por suas ações anti-inflamatórias.
Essas aplicações demonstram a versatilidade dos fitoterápicos, que podem ser utilizados como suporte em diversas condições do dia a dia.
Como utilizar corretamente
O uso de fitoterápicos deve sempre ser acompanhado por orientação profissional, pois, apesar de naturais, eles possuem princípios ativos, que podem interagir com outros medicamentos ou causar efeitos adversos. É fundamental:
- Respeitar as doses recomendadas.
- Adquirir apenas produtos regulamentados e de origem confiável.
- Evitar a automedicação, principalmente em casos de doenças crônicas, ou uso contínuo de remédios convencionais.
Outro cuidado importante é entender, que os fitoterápicos não substituem tratamentos médicos convencionais em situações graves. Eles devem ser vistos como complementos naturais, ajudando a melhorar a qualidade de vida, quando utilizados de forma consciente e segura.
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Fitoterápicos e estilo de vida saudável
Para que os fitoterápicos apresentem melhores resultados, é essencial que seu uso esteja associado a um estilo de vida equilibrado. Alimentação saudável, prática de atividade física, sono de qualidade e manejo do estresse, são pilares fundamentais.
Assim, os fitoterápicos atuam como aliados adicionais, potencializando os efeitos positivos de uma rotina bem estruturada.
Em suma, os fitoterápicos representam a união entre tradição e ciência, oferecendo alternativas naturais seguras e eficazes, para o cuidado com a saúde.
Seja no auxílio à digestão, no combate ao estresse ou na prevenção de doenças, esses medicamentos de origem vegetal, que ocupam um espaço importante na busca por bem-estar.
Quando usados de forma orientada e consciente, podem trazer benefícios significativos, reforçando o papel da natureza como fonte de equilíbrio e vitalidade.
Fontes:
fiocruzbrasilia.fiocruz, revistajrg e Agência Nacional de Vigilância Sanitária em pdf




