Os ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), são um tipo especial de gordura, produzida principalmente, pela fermentação de fibras alimentares no intestino grosso, especialmente por bactérias benéficas, que vivem no nosso microbioma intestinal.
Entre os principais estão o acetato, o propionato e o butirato. Ao contrário de outras gorduras, que vêm diretamente da dieta, os AGCC são formados dentro do corpo, e seu impacto na saúde é altamente positivo.
Ou seja, eles se destacam por seu papel fundamental na saúde intestinal, no controle de processos inflamatórios, e na regulação do metabolismo energético.
Nesse sentido, uma alimentação bastante rica em fibras fermentáveis, como frutas, legumes, leguminosas e cereais integrais, é essencial para estimular a produção desses ácidos graxos, que são considerados verdadeiros aliados da saúde.
Benefícios dos ácidos graxos de cadeia curta AGCC
Os ácidos graxos de cadeia curta, exercem múltiplas funções protetoras, e reguladoras dentro do organismo. Ou seja, eles são especialmente importantes para o intestino, mas seus efeitos se estendem para todo o corpo.
Principais benefícios dos AGCC:
- Nutrição das células intestinais, promovendo a integridade da mucosa e prevenindo inflamações;
- Fortalecimento da barreira intestinal, impedindo a entrada de toxinas e patógenos;
- Redução da inflamação sistêmica, contribuindo para a prevenção, de doenças autoimunes e metabólicas;
- Produção de energia, especialmente no cólon, onde são rapidamente absorvidos;
- Regulação da glicose e do apetite, colaborando na prevenção do diabetes tipo 2 e da obesidade.
O butirato, por exemplo, é uma das principais fontes de energia, para as células do intestino grosso, e tem ação anti-inflamatória e anticancerígena.
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Como estimular a produção de AGCC
Ao contrário das gorduras comuns, os ácidos graxos de cadeia curta, não precisam ser ingeridos diretamente, pois são fabricados pela microbiota intestinal.
O segredo está em oferecer o “combustível” certo para essas bactérias: fibras fermentáveis.
Alimentos que estimulam a produção de AGCC:
- Aveia, cevada e centeio (ricos em beta-glucanas);
- Banana verde, batata cozida e resfriada (ricos em amido resistente);
- Leguminosas como feijão, lentilha e grão-de-bico;
- Frutas como maçã, pera e frutas vermelhas (são ricas em pectina);
- Vegetais como alho, cebola, alcachofra e aspargos (também são ricos em inulina e FOS).
Dica prática: Manter uma alimentação rica em prebióticos, e pobre em alimentos ultraprocessados, é a melhor estratégia para favorecer a produção natural de AGCC, e cuidar do seu intestino de forma duradoura.
Fontes:
pmc.ncbi.nlm.nih.gov e uenf em pdf




