O jambu é uma planta nativa da região amazônica, e bastante conhecida por sua característica única: ao ser mastigada, ela provoca uma leve dormência e formigamento na boca.
Também chamada de agrião-do-pará ou jambú, essa erva é tradicionalmente usada na culinária, típica do Norte do Brasil, especialmente em pratos como o tacacá e o pato no tucupi.
No entanto, o que muitos não sabem, é que o jambu também possui propriedades terapêuticas importantes, sendo utilizado como planta medicinal com potencial anti-inflamatório, analgésico e até afrodisíaco.
Nesse sentido, seu uso medicinal, remonta às tradições dos povos indígenas da Amazônia, que aproveitavam suas folhas e flores para tratar dores, inflamações bucais, infecções e até estimular o apetite.
Atualmente, o jambu, vem ganhando espaço entre os suplementos naturais, sendo encontrado em extratos, óleos e cápsulas, devido à presença de compostos bioativos como a espilantol.
Uma substanciosa que é responsável, pelo efeito anestésico local, e por muitos dos seus benefícios para o corpo em geral.
Propriedades terapêuticas da planta jambu
A planta possui um perfil fitoquímico bastante rico, sendo uma fonte de substâncias, com efeitos benéficos no organismo. Seu principal composto ativo é a espilantol, uma substância que confere ao jambu:
- Ação analgésica e anti-inflamatória, indicada para dores musculares, dentárias ou inflamações locais;
- Efeito anestésico leve, que age diretamente nas mucosas da boca e garganta;
- Estímulo à salivação e digestão, sendo útil para quem tem problemas digestivos leves;
- Potencial afrodisíaco, por melhorar a circulação, e estimular terminações nervosas periféricas.
Além da espilantol, o jambu também contém flavonoides, vitamina C e minerais, que contribuem para sua ação antioxidante, e fortalecedora do sistema imunológico.
Usos tradicionais e fitoterápicos
O jambu pode ser utilizado de diversas formas, tanto na alimentação quanto na forma de remédio natural. Veja os principais usos:
1. Na saúde bucal
Um dos usos mais populares do jambu, é no alívio de dores de dente, aftas e gengivites. Seu efeito anestésico local, ajuda a reduzir o incômodo e inflamações leves na cavidade oral.
Formas de uso:
- Bochechos com infusão das folhas;
- Extrato líquido aplicado diretamente na área afetada;
- Pomadas fitoterápicas com jambu para uso odontológico.
2. No sistema digestivo
O jambu atua como estimulante digestivo, favorecendo a produção de saliva e sucos gástricos. Isso contribui para uma digestão mais eficiente e melhora do apetite.
É especialmente útil em:
- Casos leves de má digestão;
- Situações de boca seca ou baixa salivação;
- Estimulação do paladar e do apetite.
Jambu como afrodisíaco natural
Entre os efeitos menos conhecidos, mas bastante valorizados na medicina popular, está o uso do jambu, como um afrodisíaco e vasodilatador natural.
No entanto, o espilantol, pode estimular a circulação e provocar sensações locais de formigamento, o que pode contribuir para o aumento da sensibilidade corporal, e melhorar o desempenho sexual.
Esse uso tem sido estudado principalmente, em formulações de óleos naturais e géis, sendo aplicado de forma tópica. Contudo, é essencial que esse tipo de uso, seja feito com produtos confiáveis e em contextos seguros.
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Como consumir o jambu com segurança?
O jambu pode ser consumido, tanto in natura quanto em suplementos. Aqui estão as formas mais comuns:
- Folhas frescas, usadas em saladas, refogados ou infusões;
- Extratos líquidos ou tinturas, com doses orientadas por um profissional;
- Cápsulas e comprimidos, como parte de fórmulas naturais;
- Óleos e pomadas, para aplicação local (cosmética ou terapêutica).
Recomendações importantes:
- Gestantes, lactantes e pessoas com problemas de circulação, devem consultar um profissional de saúde, antes de usar suplementos com jambu;
- Em uso culinário, o jambu é seguro e amplamente consumido, mas, como qualquer planta, deve ser ingerido com moderação.
Conclusão
O jambu é uma planta brasileira, abundante em propriedades medicinais, com aplicações que vão muito além da cozinha.
Seu efeito anestésico, digestivo, anti-inflamatório e até afrodisíaco, fazem dele um ingrediente valioso, tanto na fitoterapia quanto em suplementos naturais.
Ao ser usado de forma consciente e orientada, pode ser um grande aliado, no cuidado com a saúde de forma natural e integrativa.
Fontes e referências
hortodidatico, brasil.mongabay e mskcc.org




